Search

Fatima creates a community of global citizens among her ESL students

Updated: Jul 14


Fatima De Oliveira is Creative Educators International Network, Inc., Vice President and CEIN-USA director. She lives in Southport, North Carolina.

Leia sua experiência em português, abaixo do inglês.


Hello Everyone,

I joined CEIN in 2010 when Michel Nader, now one of CEIN-Brazil's board directors, introduced me to Stephanie Tansey, our founder and first president of CEIN. The past 12 years together in the CEIN network have been an amazing journey. Thank you for the opportunity to share my work experience, which is based on the experience and conviction of the Japanese educator, principal, and author, Tsunesaburo Makiguchi. Early in the 20th century, he declared that “the main goal of education is the happiness of the student." Makiguchi's words are also CEIN's first principle of value-creating education.


"Happiness is, in fact, more than a concern with the immediate satisfaction of the individual, when it emphasizes having as a prerequisite the development, in each person, of social consciousness, which enables the understanding and evaluation of the degree to which every human being has a duty to society, not only for their basic needs and safety but for all that constitutes happiness." (Makiguchi,1995)


I have been teaching English as a Second Language (ESL) since 1996 and moved to the U.S. in 2006 where I have continued my teaching career. I have taught adult immigrants through adult education programs and know that learning a new language as an adult can be challenging and quite difficult if you don’t have strong self-motivation.


I have developed my class plans based on the idea of providing my students with a pleasant and safe environment for learning. I plan interactive and meaningful activities in which they learn and have fun at the same time. Different icebreakers, word games, and song activities, as well as job interviews among others, usually set the path for lively conversations and cooperation among the students. Therefore, I have great attendance and participation in my classes.


I use a curriculum that includes daily life topics, with dialogues and moments for discussion. Besides the grammar practice, I also make sure that the students have time to express themselves (free conversation time) and feel accepted in our environment. I include quotes from different authors to encourage critical thinking and introduce students to other material that encourages them to read outside the classroom. I also have in mind the Roadmap created by CEIN in 2017. (Read in English, Portuguese and French at: www.creativeeducators.org/roadmap )


One of the best examples of applying VCE in my work happened in 2010 during my class in Connecticut when I had a very diverse group of students that included women from Japan, China, South Korea, Iran, Poland, Colombia, and Saudi Arabia. The first month of class was an adjustment for me and the students. Some tensions were apparent among the students from Japan, China, and Iran. So, I decided to have a project to talk about dialogue as a tool to create world peace. Their proficiency in English was limited but some students were able to help the ones who couldn’t speak or write in English. I always started the class with a quote about peace. We would read it, go over the vocabulary and talk about the meaning of the quote. The students had the chance to talk about it and share a quote that they liked. This project brought them closer to each other and our classes were very encouraging and full of harmony.


I have kept in contact with some of them through social media. Some of them have gotten jobs, pursued their dream jobs and some have become U.S. citizens. I believe that this was my greatest experience of understanding, inspiring, and empowering my students through Value-Creating Education.


When the pandemic started, I decided to go back to school and enrolled in a graduate program at PUCRS (PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATOLICA DO RIO GRANDE DO SUL – BRAZIL) on Human Rights, Social Responsibility, and Global Citizenship. I am very happy with my decision because this will help me to improve my skills in applying VCE and Global Citizenship Education to help CEIN members around the world to keep creating value in their communities.


Fatima De Oliveira



Português


Entrei para a CEIN em 2010, quando Michel Nader, agora um dos diretores do CEIN-Brasil, me apresentou a Stephanie Tansey, nossa fundadora e primeira presidente da CEIN. Tem sido uma viagem incrível com todos vocês. Obrigada pela oportunidade de compartilhar minha experiência de trabalho, que se baseia na experiência e convicção do educador, diretor e autor japonês, Tsunesaburo Makiguchi. No início do século XX, ele declarou que "o principal objetivo da educação é a

felicidade do aluno." As palavras de Makiguchi também são o primeiro princípio da CEIN de educação de criação de valor.

“A felicidade é, na realidade, mais do que uma preocupação com a satisfação imediata do indivíduo, quando enfatiza ter como pré-requisito o desenvolvimento, em cada pessoa, da consciência social, que possibilita a compreensão e avaliação do grau em que todo ser humano tem um dever para com a sociedade, não só para suas necessidades básicas e segurança, mas para tudo o que constitui felicidade.” (Makiguchi, 1995)


Eu ensino inglês como Segunda Língua (ESL) desde 1996 e me mudei para os EUA em 2006, onde continuei minha carreira de professora. Ensinei imigrantes adultos através de programas de educação de adultos e sei que aprender uma nova língua como adulto pode ser desafiador se você não tiver uma forte automotivação.


Desenvolvo meus planos de aula com base na ideia de proporcionar aos meus alunos um ambiente agradável e seguro para aprender. Planejo atividades interativas e significativas nas quais aprendem e se divertem ao mesmo tempo. Diferentes quebra-gelos, jogos de palavras e atividades com música, entrevistas de emprego, entre outros, geralmente definem o caminho para conversas animadas e cooperação entre os alunos. Como consequência, tenho boas frequência e participação nas minhas aulas.



Uso um currículo que inclui temas do cotidiano, com diálogos e momentos de discussão, além da prática gramatical, também me certifico de que os alunos tenham tempo para se expressar (tempo livre de conversação) e se sentirem aceitos em nosso ambiente. Incluo citações de diferentes autores para incentivar o pensamento crítico e apresento outros materiais para incentivar a leitura fora da sala de aula. Também tenho em mente o Roteiro criado pelo departamento D.I.S da CEIN em 2017. (Em português, francês, inglês: www.creativeeducators.org/roadmap )


Um dos melhores exemplos de aplicação de ECV no meu trabalho aconteceu em 2010 em uma das minhas classes em Connecticut, quando eu tinha um grupo muito diversificado de estudantes que incluíam mulheres do Japão, China, Coreia do Sul, Irã, Polônia, Colômbia e Arábia Saudita. O primeiro mês de aula foi um ajuste para mim e para as alunas devido algumas tensões entre os estudantes do Japão, China e Irã. Então, decidi ter um projeto para falar sobre o diálogo como ferramenta para criar a paz mundial. A proficiência em inglês das alunas era limitada, mas algumas eram capazes de ajudar aquelas que não podiam falar ou escrever em inglês. Eu sempre comecei a aula com uma citação sobre Paz. Liamos, revisávamos o vocabulário e falávamos sobre o significado da citação. As alunas tinham a chance de falar sobre o tema e compartilhar uma citação de sua preferência. Esse projeto as aproximou umas das outras e nossas aulas se tornaram muito encorajadoras e cheias de harmonia.


Eu mantenho contato com algumas delas através das mídias sociais. Algumas conseguiram empregos, buscaram realizar seus sonhos e outras se tornaram cidadãs americanas. Acredito que esta foi a minha maior experiência de compreensão, inspiração e capacitação dos meus alunos através da Educação para Criação de Valor (ECV).


Quando a pandemia começou, decidi continuar meus estudos me matriculei em um programa de pós-graduação na PUCRS (PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATOLICA DO RIO GRANDE DO SUL) em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global. Estou muito feliz com minha decisão porque isso vai me ajudar a melhorar minhas habilidades na aplicação da ECV e Educação para Cidadania Global para ajudar os membros do CEIN a continuarem criando valor em suas comunidades.


Fatima De Oliveira


Reference:

Makiguchi, T. (1995). Educacao para Uma Vida Criativa - Ideias e Propostas de Tsunesaburo Makiguchi Fundador da Soka Gakkai. Traducao de Eliane Carpenter Fraga Lourenco. Editora Record , Rio de janeiro, 1995.